domingo, 19 de setembro de 2010

A FOLHA MENTE, SEGUNDO EMIR SADER

Por que a Folha mente (mente, mente, mente, desesperadamente)

Por Emir Sader
As elites de um país, por definição, consideram que representam os interesses gerais do mesmo. A imprensa, com muito mais razão, porque está selecionando o que considera essencial para fazer passar aos leitores, porque opina diariamente em editoriais – e em matérias editorializadas, que não separam informação de opinião, cada vez mais constantes – sobre temas do país e do mundo.
A FSP, como exemplo típico da elite paulistana, é um jornal que passou a MENTIR abertamente, em particular desde o começo do governo Lula. Tendo se casado com o governo FHC – expressão mais acabada da elite paulistana -, a empresa viveu mal o seu fracasso e a vitória de Lula. Jogou-se inteiramente na operação “mensalão”, desatada por uma entrevista de uma jornalista tucana do jornal, que eles consideravam a causa mortis do governo Lula, da mesma forma que Carlos Lacerda,na Tribuna da Imprensa, se considerava o responsável pela queda do Getúlio .
Só que a história se repetiria como farsa. Conta-se que, numa reunião do comitê de redação da empresa, Otavio Frias Filho – herdeiro da empresa dirigida pelo pai -, assim que Lula ganhou de novo em 2006, dava voltas, histérico, em torno da mesa, gritando “Onde é que nós erramos, onde é que nós erramos”, quando o candidato apoiado pela empresa, Alckmin, foi derrotado.
O jornal entrou, ao longo da década atual, numa profunda crise de identidade, forjada na década anterior, quando FHC apareceu como o representante mor da direita brasileira, foi se isolando e terminou penosamente como o político mais rejeitado do país, substituído pelo sucesso de Lula. Um presidente nordestino, proveniente dos imigrantes, discriminados em São Paulo, apesar de construir grande parte da riqueza do estado de que se apropria a burguesia. Derrotou àquele que, junto com FHC, é o político mais ligado à empresa – Serra -, que sempre que está sem man dato reassume sua coluna no jornal, fala regularmente com a direção da empresa, aponta jornalistas para cargos de direção – como a bem cheirosa jornalista brasiliense, entre outros – e exige que mandem embora outros, que ele considera que não atuam com todo o empenho a seu favor.
O desespero se apoderou da direção do jornal quando constatou não apenas que Lula sobrevivia à crise manipulada pelo jornal, como saía mais forte e se consolidava como o mais importante estadista brasileiro das últimas décadas, relegando a FHC a um lugar de mandatário fracassado. O jornal perdeu o rumo e passou a atuar de forma cada vez mais partidária, perdendo credibilidade e tiragem ano a ano, até chegar à assunção, por parte de uma executiva da empresa, de que são um partido, confissão que não requer comprovações posteriores. Os empregados do jornal, incluídos todos os jornalistas, ficam assim catalogados como militantes de um partido (tucano, óbvio) polí tico, perdendo a eventual inocência que podiam ainda ter. Cada edição do jornal, cada coluna, cada notícia, cada pesquisa cada editorial, ganharam um sentido novo: orientação política para a (debilitada, conforme confissão da executiva) oposição.
Assim, o jornal menos ainda poderia dizer a verdade. Já nunca confessou a verdade sobre a conclamação aberta à ditadura e o apoio ao golpe militar em 1964 – o regime mais antidemocrático que o país já teve -, do que nunca fez uma autocrítica. Menos ainda da empresa ter emprestado seus carros para operações dos órgãos repressivos do regime de terror que a ditadura tinha imposto, para atuar contra opositores. Foi assim acumulando um passado nebuloso, a que acrescentou um presente vergonhoso.
Episódios como o da “ditabranda”, da ficha falsa da Dilma, da acusação de que o governo teria “matado” (sic) os passageiros do avião da TAM, o vergonhoso artigo de mais um ex-esquerdista qu e o jornal se utiliza contra a esquerda, com baixezas típicas de um renegado, contra o Lula, a manipulação de pesquisas, o silêncio sobre pesquisas que contrariam as suas (os leitores não conhecem até hoje, a pesquisa da Vox Populi, que contraria a da FSP que, como disse um colunista da própria empresa, era o oxigênio que o candidato do jornal precisava, caso contrário o lançamento da sua candidatura seria “um funeral” (sic). Tudo mostra o rabo preso do jornal com as elites decadentes do país, com o epicentro em São Paulo, que lutam desesperadamente para tentar reaver a apropriação do governo e do Estado brasileiros.
Esse desespero e as mentiras do jornal são tanto maiores, quanto mais se aprofunda a diminuição de tiragem e a crise econômica do jornal, que precisa de um presidente que tenha laços carnais com a empresa e teria dificuldades para obter apoios de um governo cuja candidata é a atacada frontalmente todos os dias pelo jornal.
Por isso a FOLHA MENTE, MENTE, MENTE, DESESPERADAMENTE. Mentirá no fim de semana com nova pesquisa, em que tratará de rebater, com cifras manipuladas – por exemplo, como sempre faz, dando um peso desproporcional a São Paulo em relação aos outros estados -, a irresistível ascensão de Dilma, que tratará de esconder até onde possa e demonstrar que o pífio lançamento de Serra o teria catapultado às alturas. Ou bastaria manter a seu candidato na frente, para fortalecer as posições do partido que dirigem.
Mas quem acredita na isenção de uma pesquisa da Databranda, depois de tudo o que jornal fez, faz e fará, disse, diz e dirá, como partido assumido de oposição? Ninguem mais crê na empresa da família Frias, só mesmo os jornalistas-militantes que vivem dos seus salários e os membros da oposição, com a água pelo pescoço, tentando passar a idéia de que ainda poderiam ganhar a eleição.
Alertemos a todos, sobre essa próxima e as próximas mentiras da Folha, partido da oposição, partido das elites paulistas, partido da reação conservadora que quer voltar ao poder no Brasil, para mantê-lo como um país injusto, desigual, que exclui à maioria da sua população e foi governado para um terço e não para os 190 milhoes de habitante.
Por isso a FOLHA MENTE, MENTE, MENTE, DESESPERADAMENTE.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A criação de um "monstro"

"Vai tomar no ... seu técnico do c..."

A polêmica criada por Neymar na quarta-feira, no jogo contra o Atlético-GO, na Vila Belmiro, se iniciou com ofensas aos companheiros dentro de campo e terminou com uma atitude desrespeitosa à comissão técnica de Dorival Júnior. 
Depois de proferir xingamentos dentro de campo ao saber que Marcel iria cobrar o pênalti, e não ele, o atacante ficou irritado e deixou o campo no fim do jogo sem dar entrevistas. Ao chegarem no vestiário, Dorival cobrou de Neymar respeito com o grupo.
- O que você está fazendo não é atitude de homem, mas de moleque. Sempre o protegi e você não pode me ofender - disse Dorival.
Neymar, por sua vez, tripudiou do treinador e não gostou da maneira como foi chamada a sua atenção.
- Você não pode me chamar de moleque - respondeu.
Naquele momento, o auxiliar de Dorival, Ivan Izzo, interveio na discussão e tentou apaziguar o clima, pedindo calma a ambos. O atacante relatou a Ivan que Dorival o havia chamado de "moleque". O assistente de Dorival, porém, deu apoio ao técnico. Neymar, revelando estar definitivamente muito chateado com a situação, lançou um copo de isotônico em direção ao rosto de Ivan Izzo.
DESCONTROLE EM CAMPO
Depois do pênalti cobrado por Marcel, na vitória por 4 a 2 sobre o Atlético-GO, na Vila Belmiro, Neymar já tinha dado mostras de descontrole em campo. O jogador abusou das pedaladas e dos lances individuais e não tocou a bola para os companheiros. O primeiro a chamar a atenção do jogador foi o capitão Edu Dracena. O zagueiro, porém, ouviu de Neymar: "Edu, vai tomar no ...".
Na sequência, Dorival também repreendeu o jogador e foi ofendido: "Vai tomar no ... seu técnico do c...". O último a tentar controlar Neymar foi o volante Roberto Brum, que também recebeu ofensas do companheiro.

Neymar é o ‘rei das polêmicas’ no Santos

As polêmicas em torno da Joia já viraram rotina. Na partida contra o Atlético Goianiense, a revolta começou antes mesmo do pênalti, já na cobrança de uma falta, quando novamente Marcel bateu.
Depois, a Joia ainda bateu boca com Roberto Brum, Marquinhos e Edu Dracena. Acompanhe mais brigas e polêmicas do camisa 11:
Sem caridade?
Equipe foi ao Lar Mensageiros da Luz, em Santos, para entregar ovos de páscoa a portadores de paralisia cerebral. Neymar e outros companheiros preferiram ficar no ônibus. Depois, atacante foi ao local para corrigir erro.
Chapéu
Contra o Corinthians, Santos vencia a partida por 2 a 1 e após uma jogada no campo de ataque, já com o jogo paralisado, atacante deu um chapéu no zagueiro Chicão. Neymar foi empurrado e levou cartão amarelo.
Balada
Antes do jogo contra o Atlético Goianiense, pelo primeiro turno, jogador se apresentou atrasado à concentração junto com Ganso, Madson e André. Joia foi multada e ficou em Santos treinando.
Cavadinha
No primeiro jogo da final contra o Vitória, atacante abusou ao bater o pênalti com cavadinha, defendido pelo goleiro Lee. Jogador foi vaiado na Vila.
Chapéu 2
Mais recentemente foi a vez do volante Marcinho Guerreiro. Também com o jogo paralisado após cometer uma falta, Joia fez jogada e irritou jogador do Avaí.
Milionário
Na mesma partida, contra o Avaí, jogador discutiu com o técnico adversário, Antonio Lopes. No fim, Lopes afirmou que Neymar provocou seus jogadores dizendo ser milionário e poder tudo. Jogador desmentiu o fato.
Twitter
Contra o Ceará, após confusão no fim da partida, jogador usou o microblog para desabafar e afirmou estar “cansado”.
A MAL-CRIAÇÃO DE UM MONSTRO
Os paparicos dados ao jogador Neymar pela imprensa, dirigentes e empresário o deixam fora da realidade. Todos os pais e educadores sabem que impor limites é o ponto chave para uma boa educação e formação para a cidadania. Vejo após este episódio, que para mim já era anunciado, uma tropa de choque saindo em defesa do jogador. Através de seu Twitter, o empresário de Neymar, Wagner Ribeiro criticou o técnico do Atlético-GO, Renê Simões, pelas declarações feitas sobre o ocorrido, ele chamou o treinador de medíocre, disse que Simões está levando o time rubro-negro para a Série B e se aproveitou da confusão envolvendo Neymar para desviar a atenção pela virada sofrida. Como empresário ele prova que entende muito de dinheiro, o que recebe muito com o Neymar, e pouco de educação e caráter. A reação dele, Wagner Ribeiro, traduz a realidade dos negócios com futebol. Agrada-se o atleta o máximo possível para que assim se possa lucrar com a sua performance. A falta de limites é clara quando se tem muito dinheiro e pouca orientação, vide os casos recentes de Bruno, Adriano, Wagner Love, etc. Conhecemos o caráter de técnicos como Antonio Lopes (senhor de idade), Dorival Júnior e Renê Simões, todos tidos como cavalheiros educados e disciplinadores. Ao Neymar resta um conselho: FALTA DE EDUCAÇÃO TEM CURA - CONSULTE UM PROFESSOR!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Repórter é alvo de ofensas em treino da NFL

Mexicana Inés Sainz acusa jogadores do Jets de maus-tratos



A mexicana Inés Sainz se tornou pivô de mais uma polêmica envolvendo jornalistas no esporte. Ao realizar uma reportagem sobre o quarterback Mark Sánchez, do New York Jets, a repórter foi hostilizada pelos jogadores da equipe e chegou até a ser alvo de boladas.
A NFL, liga profissional de futebol americano, investiga o caso. Segundo Inés, um treinador do Jets atirou bolas em sua direção e os jogadores a ofenderam quando se aproximou do vestiário. A roupa vestida pela repórter teria sido o motivo da confusão.
No entanto, a mexicana publicou uma foto no Twitter em que mostra os trajes que vestia no dia em que foi realizar a reportagem: calça jeans justa, uma camisa social branca e botas.
O Jets estreia na temporada 2010/11 da NFL nesta segunda-feira, contra o Baltimore Ravens. A equipe anunciou que vai analisar o caso e punir os envolvidos.
Dizem que o futebol americano é coisa de macho, mas ficar se agarrando com um monte de homens com umas calças coladinhas... sei não! O pior é maltratar uma coitadinha dessas, vejam as fotos da pobre repórter indefesa.
Você teria coragem de jogar uma bola nela?

Reclama da roupa dela. Reclama!

Ofende que eu gosto...

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

O BANHO DAS MULHERES



  1. Tira a roupa e coloca no cesto de roupa suja
  2. Vai para o banheiro de roupão
  3. Se cruza com o marido no caminho, cobre o corpo
  4. Para diante do espelho e analisa o corpo
  5. Força a barriga para fora para poder se queixar que está mais gorda do que realmente está…
  6. De costas, empina a bunda para verificar a celulite
  7. Antes de entrar no box, organiza a toalha para o rosto, a toalha para os cabelos e a toalha para o corpo
  8. Lava o cabelo com xampu
  9. Enxágua longamente
  10. Repete o processo de lavar o cabelo com o xampu
  11. Enxágua longamente de novo
  12. Enche o cabelo com condicionador e deixa por 15 minutos
  13. Lava o rosto com sabonete esfoliante até que o rosto fique vermelho
  14. Lava o resto do corpo com sabonete hidratante para o corpo
  15. Tira o condicionador do cabelo
  16. Este processo leva 10 minutos. Ela deve estar segura que todo o condicionador foi retirado
  17. Depilação de axilas, pernas e área do biquíni
  18. Desliga a ducha. Escorre toda a água dentro da ducha
  19. Sai da ducha e se seca com uma toalha do tamanho da África Meridional
  20. Enrola uma toalha super absorvente na cabeça
  21. Revisa mais uma vez o corpo em busca de detalhes
  22. Retorna ao quarto com o roupão
  23. Se encontra o marido, se cobre mais ainda e corre para o quarto
  24. Uma hora e quarenta minutos depois, está vestida e pronta.

O BANHO DOS HOMENS




  1. Sentado na cama, vai tirando toda a roupa, arrotando, peidando e jogando tudo no piso em frente
  2. Cheira as meias e a cueca, para após lançá-las sobre o montinho formado
  3. Vai pelado até o banheiro
  4. Se encontra a esposa no caminho, balança o pinto imitando um ventilador
  5. Para de frente ao espelho para ver o físico
  6. Encolhe a barriga
  7. Faz pose de halterofilista
  8. Checa o tamanho do pinto
  9. Por fim, coça o saco  
  10. Entra na ducha
  11. Não se preocupa com toalhas. Se não tiver por ali uma de banho, vai se secar com a de rosto mesmo
  12. Lava o rosto com sabão
  13. Se mata de rir com o eco que faz dentro do box quando peida
  14. No banho, deixa cabelos do saco no sabão
  15. Lava o cabelo com qualquer xampu
  16. Não usa condicionador
  17. Faz um penteado punk
  18. Sai da ducha para ver no espelho como ficou seu penteado punk
  19. Morre de rir
  20. Mija dentro do box
  21. Faz toda a vizinhança ouvir quando assoa o nariz dentro do box
  22. Tira o xampu e sai imediatamente da ducha
  23. Não se dá conta de que todo o banheiro está molhado pois, tomou banho com o box aberto
  24. Quase seco, pára outra vez diante do espelho
  25. Contrai os músculos e revisa o tamanho do pinto
  26. Coça o saco
  27. Sai do banheiro e deixa a luz acesa
  28. Deixa pegadas molhadas com espuma de sabão
  29. Volta para o quarto
  30. Se encontra a esposa no caminho, volta a balançar o pinto, imitando ventilador
  31. Dá um tapa na bunda da esposa
  32. Chuta as roupas que estão no piso do quarto para um canto
  33. Quatro minutos depois está vestido, pronto e perguntando se a esposa ainda vai demorar muito.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O marketing do urubulino

Enviado por luisnassif, sab, 04/09/2010 - 10:04 

Ontem passei a tarde toda no Departamento de Ciências Políticas da Universidade Federal de Minas Gerais, com o grupo de pesquisa "Opinião Pública, Marketing Político e Comportamento Eleitoral", da professora Mara Telles. No primeiro encontro, participação de professores e alunos; no segundo, alunos do curso de extensão em marketing político.


Encontro proveitoso para checar teses, receber análises e informações.
Da parte do grupo, curiosidade total para entender o que se passa com a campanha de José Serra. Não é normal tantos erros cometidos, segundo Mara Telles.
Assim que Serra entra no ar, os telespectadores devem entrar em pânico, diz ela. Não passa uma mensagem positiva.


Por exemplo, há duas maneiras de falar em saúde. Pode-se falar mostrando pessoas saudáveis, falando em prevenção, associando vida saudável à natureza do Brasil, falar de um país saudável. Serra só fala em doença.
- Imagine o candidato entrando na casa da pessoa e dizendo, "você que é deficiente, você que perdeu o filho, você que é drogado..." Quem está nessa situação, desliga correndo. Quem não está, desliga também.
O viés da chamada "síndrome do urubu" percorre todas as falas de Serra e todos os programas do candidato no horário gratuito.


Sem contar as falhas óbvias, como a favela artificial e o texto sobre o candidato que "come" (o texto tentava comparar pessoas usando o "como": saiu Serra dizendo que "como fulano, como sua esposa, como beltrano").
Me pedem explicações. Confesso que não tenho resposta. Soube outro dia do desânimo do pessoal da GW para refazer os derradeiros programas da campanha.


Mas, pelo que conheço de Serra, a explicação é a seguinte:


Serra tem enorme falta de discernimento sobre temas mais comezinhos, frutos de uma insegurança cavalar. É inseguro e também morre de medo de passar essa imagem. Consequência: trava, não ouve para não expor suas dúvidas.


Não consegue ouvir duas, três pessoas com opiniões divergentes, e arbitrar.


Para fugir dessas restrições psicológicas, para cada tema, aposta cegamente em alguém e não admite discussões em torno do que foi deliberado.  No caso do marketing de campanha, o guru foi Luiz Gonzales, da GW.
Mas a culpa não é apenas dele, mas do próprio candidato.


Quem define discurso político é político. Serra nunca conseguiu definir sua cara política. Nos quatro anos de governador do mais importante estado da federação, dentro do pacto espúrio com a mídia, terceirizou seu discurso.


Virou uma mula-sem-cabeça. Parte da sua tropa de choque era composto por analistas... mercadistas – com ideias contra as quais Serra lutou toda a vida. Toca Jabor, Mirian, Sardenberg, Merval e outros defendendo o livre mercado contra a estatização e apresentando Serra como o grande campeão branco de sua causa.
E Serra tem cabeça mais autárquica que da Dilma.


Sem o fio condutor das suas ideias norteando o discurso, o apoio da mídia foi canalizado para bordões ideológicos e... escândalos; preconceito raso e... escândalos; cegueira contra pontos positivos do governo e... escândalos. Tudo isso sem a menor visão sobre as mudanças que estavam sendo processadas na economia, na sociedade e no jogo político.


E nem se pense que tudo foi feito à revelia de Serra.


Na ponta política dos escândalos, todos os políticos eram diretamente ligados a ele, de Itagiba a Jungmann, de Álvaro Dias a Agripino.


Mais que isso: tendo o maior aparato que a velha mídia já montou em apoio a um candidato (nem FHC conseguiu essa unanimidade) foi incapaz de aproveitar a visibilidade. Não montou um modelo de governo palpável, uma ideia nova – a não ser o carnaval da lei antifumo, que desapareceu no burburinho da campanha.
Lembro-me certa vez do Jornal Nacional, do sutilíssimo Ali Kamel dedicar quatro minutos a uma delegacia de defesa da mulher em São Paulo. E toca uma delegada a falar do apoio de São Paulo à mulher com um símbolo do governo do estado ao fundo. Tudo por absoluta falta de assunto.


Ou seja, até na sua única especialidade – acompanhar obsessivamente a mídia – Serra só conseguia caminhar no negativismo. Não sabia como tirar partido da mídia para mostrar ideias, programas inovadores. Apenas para identificar críticos e pedir sua cabeça às direções de redação.


Ontem, uma moça de Goiânia – aluna do curso de extensão -, tucana doente, estava quase às lágrimas buscando argumentos em favor de Serra. Sempre foi bem avaliado em São Paulo, chegou onde chegou, não pode ser medíocre, dizia insistentemente. Estava desesperada atrás de um argumento para ficar a favor. Tudo o que tinha à mão era uma imagem artificial, construída pela mídia em torno de bordões (o bom gestor) sem fatos palpáveis para consolidar a convicção.


Depois, soube de seu drama: depois que começou a propaganda eleitoral, a própria mãe desistiu de votar em Serra.


Outro dia lembrava da campanha de Mário Covas, conduzida pelo próprio Gonzales. O primeiro turno foi medíocre. Covas acabou indo para o segundo graças ao IBOPE.


No segundo, o candidato se rebelou e resolveu politizar a campanha, deixando para o marqueteiro o que é de marqueteiro: vestir as ideias do candidato com uma boa roupagem.


Lembro-me, por aqueles dias, de um jantar com o Júlio Semeghini, que me falou do governo eletrônico que estava sendo implementado pelo Yoshiaki Nakano. Escrevi sobre o tema e recebei muitos emails de pessoas dizendo que queriam votar em Covas, mas não tinham argumentos para tal. E agora, passavam a ter. Isso se deu no ambiente restrito da minha coluna. Presumo que no ambiente amplo da campanha, foi o que ocorreu quando Covas assumiu as rédeas do conteúdo - algo que Serra não conseguiu, por não ter conteúdo.
Outro aluno do curso montou o jornalzinho de propaganda eleitoral de um candidato a deputado estadual. Nas oito páginas, fotos do candidato com Aécio Neves e uma história em quadrinhos do candidato com Lula e Dilma. Em uma das matérias, o candidato (que já é deputado) se apresentava como co-autor do futuro PAC2 para sua região.


Explicação do marqueteiro: "Política não é teoria não. É para alcançar resultados práticos".
Na saída, a melhor explicação para o suposto apoio de Aécio a Serra.


Quando da última visita de Serra a Minas, o Estado de Minas estampou duas páginas inteiras discutindo um besteirol do Serra: sua afirmação, em uma coletiva, que não conseguia entender sotaque de mineiro.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Porque as mulheres enlouquecem os homens?

Porque as MULHERES enlouquecem os homens??? 

Mulher - Onde você vai? 

Homem - Vou sair um pouco. 

Mulher - Vai de carro? 
Homem - Sim. 

Mulher - Tem gasolina? 
Homem - Sim.... coloquei. 

Mulher - Vai demorar? 
Homem - Não... coisa de uma hora. 

Mulher - Vai a algum lugar específico? 
Homem - Não... só rodar por aí. 

Mulher - Não prefere ir a pé? 
Homem - Não... vou de carro. 

Mulher - Traz um sorvete pra mim! 
Homem - Trago... que sabor? 

Mulher - Manga. 
Homem - Ok.. na volta eu passo e compro. 

Mulher - Na volta? 
Homem - Sim... senão derrete. 

Mulher - Passa lá, compra e deixa aqui.. 
Homem - Não... melhor não! Na volta... é rápido! 

Mulher - Ahhhhh! 
Homem - Quando eu voltar eu tomo com você! 

Mulher - Mas você não gosta de manga! 
Homem - Eu compro outro... de outro sabor. 

Mulher - Aí fica caro... traz de cupuaçu! 
Homem - Eu não gosto também. 

Mulher - Traz de chocolate... nós dois gostamos. 
Homem - Ok! Beijo... volto logo.... 
Mulher - Ei! 
Homem - O que? 
Mulher - Chocolate não... Flocos... 
Homem - Não gosto de flocos! 

Mulher - Então traz de manga prá mim e o que quiser prá você. 
Homem - Foi o que sugeri desde o começo! 

Mulher - Você está sendo irônico? 
Homem - Não tô não! Vou indo. 

Mulher - Vem aqui me dar um beijo de despedida! 
Homem - Querida! Eu volto logo... depois. 

Mulher - 
Depois não... quero agora! 
Homem - Tá bom! (Beijo.) 

Mulher - Vai com o seu ou com o meu carro? 
Homem - Com o meu. 

Mulher - Vai com o meu... tem cd player... o seu não! 
Homem - Não vou ouvir música... vou espairecer... 

Mulher - Tá precisando? 
Homem - Não sei... vou ver quando sair! 

Mulher - 
Demora não! 
Homem - É rápido... (Abre a porta de casa.) 

Mulher - Ei! 
Homem - Que foi agora? 

Mulher - Nossa!!! Que grosso! Vai embora! 
Homem - Calma... estou tentando sair e não consigo! 

Mulher - Porque quer ir sozinho? Vai encontrar alguém? 
Homem - O que quer dizer? 

Mulher - Nada... nada não! 
Homem - Vem cá... acha que estou te traindo? 

Mulher - Não... claro que não... mas sabe como é? 
Homem - Como é o quê? 

Mulher - Homens! 
Homem - Generalizando ou falando de mim? 

Mulher - Generalizando. 
Homem - Então não é meu caso... sabe que eu não faria isso! 

Mulher - Tá bom... então vai. 
Homem - Vou. 

Mulher - Ei! 
Homem - Que foi, cacete? 

Mulher - Leva o celular, estúpido! 
Homem - Prá quê? Prá você ficar me ligando? 

Mulher - Não... caso aconteça algo, estará com celular. 
Homem - Não... pode deixar... 

Mulher - Olha... desculpa pela desconfiança, estou com saudade, só isso! 
Homem - Ok, meu amor... 
Desculpe-me se fui grosso. Tá.. eu te amo! 

Mulher - Eu também! Posso futricar no seu celular? 
Homem - Prá quê? 

Mulher - Sei lá! Joguinho! 
Homem - Você quer meu celular prá jogar? 

Mulher - É. 
Homem - Tem certeza? 

Mulher - Sim. 
Homem - Liga o computador... lá tem um monte de joguinhos! 

Mulher - Não sei mexer naquela lata velha! 
Homem - Lata velha? Comprei pra a gente mês passado! 

Mulher - Tá..ok... então leva o celular senão eu vou futricar... 
Homem - Pode mexer então... não tem nada lá mesmo... 

Mulher - É? 
Homem - É. 

Mulher - Então onde está? 
Homem - O quê? 

Mulher - O que deveria estar no celular mas não está... 
Homem - Como!? 

Mulher - Nada! Esquece! 
Homem - Tá nervosa? 

Mulher - Não... tô não... 
Homem - Então vou! 

Mulher - Ei! 
Homem - O que ééééééé, caralho? 

Mulher - Não quero mais sorvete não! 
Homem - Ah é? 

Mulher - É! 
Homem - Então eu também não vou sair mais não! 

Mulher - Ah é? 
Homem - É. 

Mulher - Oba! Vai ficar comigo? 
Homem - Não vou não... cansei... vou dormir! 

Mulher - Prefere dormir do que ficar comigo? 
Homem - Não... vou dormir, só isso! 

Mulher - Está nervoso? 
Homem - Claro, porra!!! 

Mulher - Porque você não vai dar uma volta para espairecer? 
Homem - Ah, vai tomar no c...